TOSSE DO CANIL

O que é a Tosse do Canil?

A traqueobronquite infeciosa canina, também denominada como tosse de canil ou tosse de canis, é uma doença respiratória aguda muito contagiosa. Trata-se de uma tosse alta, seca e incomodativa, que tem na sua etiologia causas víricas e bacterianas. Dentro das víricas temos adenovírus canino tipo 1 e 2, a parainfluenza canina tipo 2 e a bactéria Bordetella bronchiseptica e Mycoplasma spp.

Como se transmite a Tosse do Canil?

A tosse do canil transmite-se quando um animal infetado está em contato com outros animais, pela via de aerossóis (formados por tosse ou espirros) ou muco nasal contendo os agentes infeciosos ou através de objetos contaminados, como tijelas de comida e água.

Os cães contraem frequentemente a tosse do canil quando estão próximos de outros animais em ambientes maioritariamente fechados, tais como canis (daí a origem do nome), ATL’s, exposições de cães e parques.

Sinais clínicos da Tosse do Canil?

Como o próprio nome indica o principal sintoma é a tosse, mas os sinais clínicos podem ser inespecíficos e semelhantes a outras doenças de origem não infeciosa. Durante o exame físico, a tosse pode ser desencadeada quando realizamos a apalpação da traqueia do animal. Alguns dos sinais clínicos apresentados são os seguintes:

  • Tosse, que pode ser seca ou produtiva;
  • Espirros;
  • Corrimento nasal e/ou ocular;
  • Edema (inchaço) nasal;
  • Despigmentação do nariz;
  • Respiração pela boca;
  • Mau hálito;
  • Dor e/ou irritação local;
  • Aumento dos gânglios linfáticos;
  • Temperatura aumentada;
  • Hipersialia;
  • Anorexia ou Hiporexia;

A tosse geralmente diminui durante os primeiros 5 dias, mas a doença pode persistir durante 10 a 20 dias. A gravidade pode ser maior ou menor dependendo da idade e do estado geral de saúde do cão ou cachorro.

Por vezes, o quadro clínico do animal pode complicar-se devido a superinfeções, por presença de outras bactérias, com doenças concomitantes, ou que ainda não possuam um sistema imunitário maduro e desenvolvido ou no caso de animais imuno-deprimidos

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito através do exame clínico rigoroso, com base no histórico clínico do animal (esquema vacinal em dia, se frequentou recentemente algum canil, ATL ou outro local com aglomerado de animais) e em casos necessários com base em resultados de exames complementares de diagnóstico, nomeadamente Raio-X analises sanguíneas e microbiológicos.

Qual é o tratamento?

A tosse do canil é na maioria das vezes uma doença autolimitante, ou seja, que tende a resolver-se por si mesmo quando temos uma resposta imunológica eficaz.

Consoante a gravidade pode ser necessário o uso de antibióticos de largo espectro que serão prescritos durante a consulta pelo médico veterinário que o assistir que também vai recomendar ou não o uso de antitússicos. Além disso, é recomendado repouso, sem situações de stress e fazer sempre uma alimentação equilibrada.

O uso de peitorais em vez de coleiras é outra recomendação, uma vez que o uso de coleiras pode provocar, por compressão, uma irritação na traqueia.

Existe vacina para a Tosse do Canil?

A vacinação é a chave da prevenção da tosse do canil e é importante garantir que o seu cão realize as vacinas necessárias na idade certa.

Na nossa clínica o plano vacinal passa pelo protocolo vacinal com pelo menos 2 reforços da vacina Versican Plus DHPPI/L4© que contém, entre outros,  o vírus da parainfluenza canina e o adenovírus canino tipo 2 e também a  Vanguard Bb Oral©  que contém Bordetella bronchiseptica, principais etiologias da tosse do canil.

Outras formas de prevenção?

A forma mais eficaz de evitar o contágio da doença, passa sempre pela vacinação, mas também por evitar espaços onde haja muitos animais que possam ser não vacinados. Se pensa deixar o seu animal num canil , ATL ou levá-lo a parques ou eventos caninos, tente perceber antecipadamente se a vacinação da tosse do canil é obrigatória, e mesmo não sendo, vacine o seu animal.

Em caso de dúvidas não hesite em contatar-nos.